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Uma Pérola em focinho de porco

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Assim como a Kálita, também nunca fui muito fã de filmes de terror. Tudo começou quando meus vizinhos adolescentes resolveram se reunir na casa de um deles para assistir A Casa de Cera (2005). Era uma noite esquisita de um ano que não me lembro bem. Nós, as crianças da rua, resolvemos entrar de penetra no rolê e saímos de lá traumatizados. Na frente da casa onde vimos o filme, existia um matagal mal iluminado e, diziam as outras crianças, assombrado. Anos depois, aquele terreno baldio viria a abrigar a casa do meu avô, mas, naquela noite, era um lugar que eu queria evitar até pensar sobre. Depois disso, evitei ver filmes de terror o resto da minha infância e adolescência. Até que veio a pandemia. Logo que anunciaram o filme Pânico 5 , comecei a ser bombardeada de informações, fotos e cenas dos primeiros filmes da franquia. Até que, eventualmente, não pude resistir aos charmes do Ghostface e resolvi maratonar as aventuras de Sidney Prescott antes da estreia do novo filme.  Nem prec...

Sobre filmes de terror e cardigans cor de rosa

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 Diferente das minhas colegas, eu nunca gostei de filmes de terror. Lembro de ter uns 10 anos de idade e estar na sala de casa, um sábado à noite, na companhia de minhas primas adolescentes assistindo (ou gritando e chorando de medo) a algum filme com serial killers . Ver sangue e violência eram de mais pra mim. Após inúmeros pesadelos de perseguição e levar isso para terapia, minha reação histérica ao sangue melhorou um pouco e posso afirmar confiantemente que continuo não gostando de filmes de terror. Minha imaginação é tão perspicaz que até suponho que um pedaço de plástico bolha viajando pelo meu quarto por conta do vento pode ser passos de algum invasor que jamais seria convidado a habitar minha casa.  Laurie Strode em Halloween (1978) As referências visuais da internet e as conversas com Kálita e Dhara foram capazes de me mostrar algo que minha memória não recordou: que certas sobreviventes e heroínas de filmes de terror são mulheres. Carol J. Clover, no livro “Men, Wome...

O grito da Samara Weaving em Casamento Sangrento e porque todas nós somos final girls

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 Mulheres seminuas cobertas de sangue, femme fatales buscando vingança, pobres vítimas de assassinos loucos que, mesmo com poucas chances de sobrevivência, saem vivas de noites de terror indescritível. As final girls são uma forma de poder peculiar num mundo em que homens têm todo o poder. Okay, esse “poder” foi “dado” pelos diretores dos filmes que tinham mais em vista a estética da mulher sexy e ensanguentada fugindo do grande vilão do que mostrar alguma resiliência feminina. Contudo, essas vítimas que no final escapam do psicopata, ou até mesmo os matam, podem ter um significado que vai além de uma tropa de filmes de terror.  Samara Weaving em Casamento Sangrento Vou ser honesta, por muito tempo eu evitei filmes de horror e terror porque acima de tudo eu sou medrosa. Minha infância inteira eu tive pavor da máscara de Pânico (1995), o Ghostface era para mim um pesadelo. Então só fui conhecer a icônica Sidney Prescott no final da minha adolescência, quando o terror dos film...

Espelhos e devaneios: se eu tivesse que falar de amor

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  Sempre que sento pra escrever acabo falando de amor. Dessa vez hesitei em deixar as palavras fluírem, é cansativo sempre falar das mesmas coisas e perder sempre a esperança de uma mudança para melhor. No entanto, entre a insegurança de crescer e a descoberta do olhar para si, a falta de amor também é algo que pesa em nós, jovens adultas nascidas nos anos 2000.  Crescemos sonhando com romances. Vimos isso nos filmes que passavam na Sessão da Tarde, nos livros que eventualmente caiam em nossas mãos. Não sei bem como é que começou, mas em algum momento da minha adolescência eu aceitei que talvez nunca fosse viver algo assim.  Nunca recebi nenhuma cartinha de amor.  Faz uns três dias que abro esse arquivo e fico olhando o cursor piscar perdido na página.  No final de semana passado fomos tirar as fotos do ensaio de formatura. Quando a maquiadora tirou o pincel da minha cara e disse que eu já podia me olhar no espelho, tremi. Pensei se eu enfrentava aquilo ali mesm...

21 motivos para fazer playlists

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 O primeiro motivo é bem óbvio: você pode organizar suas músicas com base na vibe e nos momentos que elas representam. Mais praticidade na hora de procurar o que ouvir. Você pode criar uma trilha sonora para qualquer situação. Compartilhar uma playlist com quem você ama também é uma linguagem do amor. Acordou meio triste e capenga? É só colocar uma playlist tristonha, sem se preocupar com um funk proibidão atrapalhando sua vibe. Dia de academia? Nada de escutar Ed Sheeran. Você tem sua própria playlist de reggaeton para te ajudar na hora de fazer agachamentos. Sabe quando você está revoltada com a vida e só quer saber de gritar? Aquela seleção de músicas de bandas punk feministas é a única coisa que pode te ajudar. Por que não fazer uma playlist inspirada na sua série preferida? E no seu livro favorito? Noite de cabaré? Você precisa de uma playlist de safadeza, é obrigatório! Postar aquela playlist nos “Melhores amigos” do Instagram – que só tem aquela pessoa que você quer pega...